A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o leite materno como alimento de ouro para a saúde dos bebês, por isso lançaram o “Agosto Dourado” dedicado a promoção do aleitamento materno.
Tendo em vista a relevância deste tema, as professoras do eixo do Programa de Integração Comunitária em conjunto com os alunos da T16 desenvolveram uma cartilha informativa sobre os mitos e as verdades da amamentação, indo ao encontro do tema da campanha deste ano “Proteja a amamentação: uma responsabilidade compartilhada”, no Agosto Dourado, mês dedicado à promoção do aleitamento materno.
Na cartilha foram abordadas questões como as características e funções do leite materno, a alimentação da nutriz, uso de chupeta e mamadeira, situações em que há restrição ao aleitamento materno, retorno da mãe ao trabalho e os instrumentos de proteção ao aleitamento materno no Brasil.
Para Fernanda Novelli Sanfelice professora e coordenadora do PIC, existe muita desinformação sobre o tema aleitamento materno. “As pessoas especulam muito e sempre tem uma tia da vizinha de uma amiga que tem uma receita ótima para mãe que tem leite fraco”.
Um dos assuntos abordados na cartilha é justamente sobre leite fraco. Ou melhor explicando que não existe leite materno fraco.
O leite de mães de recém-nascidos prematuros é diferente do leite de mães de bebês que nasceram em tempo adequado (34 a 37 semanas).
Nos primeiros dias, o leite materno é chamado colostro, que contém mais proteínas e menos gorduras do que o leite maduro, ou seja, o leite secretado a partir do sétimo ao décimo dia pós-parto.
Ainda sobre a questão se o leite materno pode ou não ser fraco, a professora explica que essa percepção é o reflexo da insegurança materna quanto a capacidade de nutrir o seu bebê. “Essa insegurança, com frequência reforçada por pessoas próximas, faz com que o choro do bebê e as mamadas frequentes sejam interpretados como sinais de fome. Apenas as mulheres com desnutrição grave podem ter o seu leite afetado em qualidade e quantidade”.
Uma outra questão abordada na cartilha é sobre o retorno presencial ao trabalho e a amamentação.
O objetivo é levar orientação e informações verdadeiras às gestantes e puérperas, disseminando práticas incorretas de tratamentos inexistentes que causam desinformação.
A cartilha, em formato de E-Book será distribuída nos serviços de saúde e publicada nas redes sociais e site da faculdade.
Da Reportagem Jornal do Trabalhador com informações MPCOM