Os motoristas do transporte coletivo de todo o Estado de São Paulo podem entrar greve geral no próximo dia 16 de julho por conta da intransigência do setor patronal de não apresentar uma proposta de reajuste salarial aceitável.

Em assembleia realizada pela FTTRESP (Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo) com a participação de representantes dos 81 sindicatos aprovaram por unanimidade o Estado de Greve a reunião aconteceu nesta quinta-feira (8) na cidade de São Paulo. A decisão se deu por conta sindicato patronal o SETPESP (Sindicato Empresas Transportes Passageiros do Estado São Paulo) não aceitar o pedido dos trabalhadores que é a reposição da inflação do período 7,59% mais 2,46% referentes a 2020.

Segundo Rogério Moraes, secretário geral do Sindicato dos Motoristas de Rio Preto e região, no caso de Rio Preto o pedido para as empresas é de 7,59% nos salários e 10,05% no Tíquete Alimentação. Com a pandemia em 2020 não houve reajuste salarial para quase a totalidade dos trabalhadores no segmento no Estado, inclusive Rio Preto. “Em 2020 o trabalhador entendeu e vestiu a camisa, mas não pode pagar o pato sozinho, os empresários quer passar a conta para o empregado”, salientou Moraes.

No caso especifico das duas empresas de Rio Preto Circular Santa Luzia e Expresso Itamarati o sindicato já soltou os editais para a convocação de assembleia no Transporte Coletivo Urbano para a próxima segunda-feira (12). “Se a categoria deliberar, comunicamos as empresas já na segunda e no dia 16 começa a greve. Vamos informar a Prefeitura também”, alertou o sindicalista.

Empresas – as empresas estão oferecendo apenas 7,5% de reajuste dividido em três vezes: sendo 2% em Outubro, outros 2% apenas em janeiro de 2022 e o restante, 3,5% em abril do ano que vem.

“O trabalhador já ficou sem aumento no ano passado e o setor empresarial está insensível neste ano querendo repassar a conta para o empregado, as entidades sindicais não vão permitir. Todos os segmentos já fecharam suas negociações (cargas, usinas, comercio, indústria, etc.) e só passageiros continua neste impasse. Se continuar assim vai ter greve sim infelizmente”, finalizou Moraes.

Por Sérgio SAMPAIO – Da Redação Jornal do Trabalhador

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