Sindicalistas do setor Químico de todo estado de São Paulo estiveram reunidos entre os dias 08 a 10 deste mês no Seminário do setor promovido pela Fequimfar (Federação dos Químicos do Estado de São Paulo) onde foi definida a pauta deste ano.
Segundo João Pedro Alves Filho, presidente do Sindalquim (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Fabricação do Álcool, Químicas e Farmacêuticas, o pedido acordado é a reposição de 100% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) + 2% de ganho real, um piso de R$ 2.250,00 e a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 2 pisos normativos.
Além de definir a pauta foi feita a leitura e o debate de todas as cláusulas da Convenção Coletiva vigente em especial as sociais. “Começamos na terça-feira e terminamos na quinta. Foram mais de 15 horas de discussão, começamos de manhã para terminar à tarde, para nós valorizarmos essas cláusulas sociais e tentarmos avanças nas econômicas”, salientou o presidente do Sindalquim.
São cerca de 4 mil trabalhadores químicos que fazem parte destas negociações coletivas das quais o Sindalquim faz parte com os demais sindicatos de todos o Estado. O seminário contou com a participação dos 33 sindicatos do Estado – a data base do setor Químico é 01º de Novembro.
Nas próximas semanas os diretores do Sindalquim vão percorrer a base para recolher assinatura dos trabalhadores e a data para a entrega oficial desta pauta ainda vai ser definida posteriormente pela Federação.

Sucroalcooleiro – Os diretores do Sindalquim estiveram na usina Vale de Onda Verde na última segunda-feira (08) levando a pauta de reivindicações para ser votado pelos trabalhadores.
Segundo o sindicalista o pedido é a reposição do INPC do período + ganho real.
Votação – 90% dos trabalhadores aprovaram a proposta.
Agora o Sindalquim vai ficar no aguardo da divulgação do INPC para dar continuidade às negociações. Como a data base destes trabalhadores é o dia 01º de setembro a previsão é que o índice oficial seja divulgado até no máximo dia 10 do mesmo mês. Após ter este número em mãos uma nova conversa será feita com os trabalhadores da unidade.

Por Sérgio SAMPAIO – Da Redação Jornal do Trabalhador